FAPESP aprova Projeto de Políticas Públicas em Bioeconomia (PPPBio) do Agropolo Campinas-Brasil

Em 04 de Julho último, o Diretor Científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP, Prof. Carlos Henrique de Brito Cruz, comunicou ao Instituto Agronômico, através de despacho, que fora aprovada a concessão de auxilio ao Projeto de Políticas Públicas em Bioeconomia (PPPBio) do Agropolo Campinas-Brasil, intitulado “Agropolo Campinas-Brasil: roadmap das áreas estratégicas de pesquisa visando à criação de um ecossistema de classe mundial em bioeconomia”.

O PPPBio propõe a realização de 13 workshops que pretendem agregar diferentes áreas de conhecimento e fomentar a interação entre diferentes entidades de pesquisa, ensino e empresariais. Dessa interação, pretende-se a criação de parcerias com instituições de pesquisa e empresas com sede nas regiões de Campinas, que atuam nos segmentos selecionados para esta cooperação, para o desenvolvimento de Projetos de Cooperação Técnica (PCT) nas áreas de agricultura, alimentação, biodiversidade, bioenergia, química verde e desenvolvimento sustentável, visando à pesquisa, o desenvolvimento e a inovação tecnológica. Os PCT’s deverão reunir pesquisadores de diferentes áreas da Bioeconomia, que comporão equipes mistas de pesquisa com pesquisadores do Brasil e do exterior, assim como buscar-se-á contar com a participação e possível financiamento de empresas privadas interessadas em inovação nas áreas da Bioeconomia. O Projeto ambiciona contribuir para a superação dos grandes desafios impostos à Campinas e Região Metropolitana: incremento do PIB e geração de empregos, com desenvolvimento sustentável, conservação da biodiversidade e desenvolvimento regional equilibrado.

Em manifestação de apoio ao Projeto de Políticas Públicas em Bioeconomia (PPPBio), o Prefeito de Campinas, Jonas Donizette, declarou que “o Agropolo Campinas-Brasil poderá contribuir, efetivamente, por meio da geração de indicadores e identificação de demandas e áreas potenciais, para a elaboração de políticas públicas para o Município e região”, ao mesmo tempo em que o Secretário da Agricultura, Arnaldo Jardim, também em apoio ao PPPBio, disse ser “imperioso promover a transição entre uma sociedade baseada em matérias-primas fósseis para uma sociedade de base biológica, com a investigação e inovação como motores da mudança” e, acrescentou que “o Governador Geraldo Alckmin é um entusiasta do tema e tem, constantemente, nos cobrado ações e programas que viabilizem essa diretriz”.

Agropolo Campinas-Brasil

Nas últimas três décadas polos científicos e tecnológicos têm sido criados na área de agronegócios e outras relacionadas. Alguns exemplos estão nas universidades de Wageningen na Holanda, Davis na University of California nos EUA e o Agropolis em Montpellier na França. Nesse sentido, a região de Campinas, SP destaca-se na América Latina pelo seu potencial em se tornar um importante polo em bioeconomia, área que envolve agricultura, alimentos, saúde, química verde e bioenergia. Por essa razão e como fruto de extensas conversações, foi assinado em 2015 um acordo de cooperação, envolvendo instituições de pesquisa e empresas, na sua maioria de Campinas e região e, órgãos governamentais do Estado de São Paulo, visando o desenvolvimento de projetos nessas áreas.

Assim, foi criado o Agropolo Campinas-Brasil para desenvolver pesquisas visando inovação científica e tecnológica com foco nas áreas da bioeconomia. O objetivo é que os projetos sejam realizados em parcerias com empresas e forte participação internacional. Para tanto, propôs-se um primeiro projeto, intitulado “Agropolo Campinas-Brasil: roadmap das áreas estratégicas de pesquisa visando a criação de um ecossistema de classe mundial em bioeconomia”

Programa de Pesquisa em Politicas Públicas FAPESP

O Programa de Pesquisa em Politicas Públicas destina-se a apoiar o desenvolvimento de pesquisas voltadas ao atendimento de demandas sociais concretas e busca a aproximação do sistema de ciência e tecnologia paulista com a sociedade. O Programa reúne Institutos de Pesquisa, Universidades e organismos do Setor Público Estadual (Secretarias Estaduais e Municipais, Empresas Estatais e Prefeituras) do Setor Público Federal e organismos do Terceiro Setor (Fundações e Organizações Não Governamentais). O espectro dos projetos aprovados é amplo, tanto no que diz respeito às áreas de atividade, quanto à origem e ao local de execução. Um pressuposto básico é a formação de parceria, que assegure a utilização dos resultados da pesquisa na implementação de políticas públicas de relevância social.

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